A primeira fábrica de vestuário industrial verde do mundo foi inaugurada na Zona de Processamento de Exportações (ZPE) de Athi River, no Quénia, com um investimento total de 116,2 milhões meticais (1,8 milhões de dólares). Deste montante, 33,6 milhões meticais (530 mil dólares) foram financiados pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e 82,5 milhões de meticais (1,3 milhões de dólares) foram concedidos como empréstimo pela Trade Catalyst Africa (TCA).

De acordo com o portal Further Africa, o novo armazém, que cobre uma área de 5 mil metros quadrados, está preparado para ser a primeira fábrica de vestuário sustentável do mundo construída com contentores reciclados. A construção do centro têxtil verde deverá ficar concluída até Dezembro de 2024.

Com uma construção inovadora, que inclui a utilização de energia solar e a recolha de águas pluviais, espera-se que o novo centro têxtil e de vestuário emita menos 18 toneladas de CO2 por ano e que conserve, no mesmo período, mil metros cúbicos de água, sublinhando o seu potencial de sustentabilidade.

Além do financiamento da USAID e da TCA, a nova fábrica resulta de “uma joint” venture com a Modular Real Estate EPZ Limited (MODULAR), uma subsidiária da Container Technology Limited (CONTECH).

“Este investimento representa uma excelente oportunidade para construir um espaço industrial escalável e sustentável para a produção de vestuário, simbolizando o nosso compromisso com a gestão ambiental”, afirmou Duncan Onyango, CEO da Trade Catalyst Africa. “Ao sermos pioneiros neste espaço industrial único, estamos a estabelecer um novo padrão para a indústria do vestuário, posicionando o Quénia e a África como líderes na produção sustentável”. Duncan Onyango acrescentou que a TCA está comprometida com a promoção do desenvolvimento sustentável através de projectos industriais e de infra-estruturas inovadores, enraizados em parcerias com organizações líderes e alavancados em tecnologias de ponta para impulsionar o crescimento económico de África.

O mercado têxtil global, avaliado em aproximadamente 95,2 mil milhões de meticais (1,5 mil milhões de dólares) em 2020, está preparado para um crescimento significativo. Esta iniciativa colocará o Quénia na vanguarda desta expansão, promovendo práticas de produção ecológicas, aumentando a sua competitividade, criando empregos, especialmente para as mulheres, e potencializando as suas exportações.

Naeem Pasta, CEO da Modular Real Estate EPZ, comentou: “Este projecto demonstra como o pensamento inovador e a responsabilidade ambiental podem coexistir, promovendo o crescimento económico e um planeta mais saudável. Estamos orgulhosos de participar neste esforço pioneiro”.

Importância para o Quénia
O centro têxtil e de vestuário verde representa um avanço significativo para o sector industrial do Quénia, alinhando-se com a visão do país de se tornar recentemente industrializado e de rendimento médio. Ao adoptar práticas sustentáveis na produção de vestuário e têxteis, o Quénia aumentará a sua competitividade no mercado global.

A indústria do vestuário no Quénia é um empregador importante para as mulheres, que beneficiarão destas instalações modernas e ecológicas, criando numerosos empregos e oferecendo oportunidades de formação, capacitando assim as comunidades locais e reduzindo a pobreza. Ao estabelecer um precedente para práticas industriais verdes, o Quénia poderá tornar-se um modelo para outras nações em busca de desenvolvimento sustentável, descreve a fonte.