O ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, esteve em Nairóbi, no Quénia, onde participou nas reuniões anuais do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que decorrem de 27 a 31 de Maio, com o tema “A Transformação de África, o Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento e a reforma da Arquitectura Financeira Global”.

O governante moçambicano participou num painel subordinado ao tema “Medindo a Riqueza Verde das Nações: Capital Natural e Produtividade Económica em África”, com a sua intervenção a concentrar-se no papel do BAD e nas questões relacionadas com a mobilização de recursos financeiros acessíveis, previsíveis e de longo prazo, que ajudem a desenvolver as áreas sustentáveis de África.

“Embora o continente africano seja dotado de um capital natural significativo com terras aráveis, florestas, potencial de energia renovável e depósitos minerais avaliados em cerca de 6,2 biliões de dólares em 2018, estes recursos continuam a ser explorados em grande parte de forma ineficiente, à medida que os países se concentram mais na extracção irrestrita de recursos de baixo valor acrescentado”, recordou o portal Club of Mozambique.

De acordo com aquela publicação, “as práticas actuais de medição do Produto Interno Bruto (PIB) dos países apenas contabilizam o capital produzido e os serviços comercializados nos mercados, e não os serviços oferecidos pelo capital natural não produzido”.

Os encontros do BAD proporcionam uma oportunidade para partilha de experiências sobre a gestão da dívida pública, o financiamento climático e o elevado custo de capital do investimento em infra-estruturas sustentáveis ​​para o crescimento verde e uma transição energética justa. Os chefes de Estado e de Governo africanos e as instituições regionais participaram num Diálogo Presidencial e procederam à apresentação de estratégias, políticas e intervenções viáveis ​​para acelerar a transformação dos seus países em benefício dos seus cidadãos.

Este evento de conhecimento serviu como uma “plataforma para que funcionários governamentais e especialistas globais desenvolvam, em colaboração, estruturas para avaliar o valor do capital natural não produzido”.